OS POEMAS PARA HELENA

 

Pierre de Ronsard escreveu o primeiro soneto para Helena (POUR HÉLÈNE), nele imagina o momento em que Helena estará velha e ela lembre os poemas que ele lhe escrevia. Pablo Neruda, retomando o mesmo tema, escreveu O NOVO SONETO PARA HELENA. Muitos outros escritores tem retomado este tema tendo como referencia o poema de Ronsard e escreveram seu próprio poema para Helena. É nesse contexto que deve ser entendido meu poema “MAIS UM SONETO PARA HELENA ”, que está na minha Página Literária.

 

_______________

 

Nesta página, a continuação, está o poema de Ronsard no original e traduzido para o português e espanhol. Também está o poema de Neruda em espanhol e português. E o poema de Yeats, que serve de exemplo de como está temática tem sido fecunda na história da poesia.



 

 

 

LOS POEMAS PARA HELENA

 

Pierre de Ronsard escribió el primer soneto para Helena (POUR HÉLÈNE), en él imagina el momento en que Helena estará vieja y ella se acuerde de los poemas que él le escribía. Pablo Neruda, retomando el mismo tema, escribió EL NUEVO SONETO A HELENA. Muchos otros escritores retomaron este tema teniendo como referencia el poema de Ronsard y escribieron su propio poema para Helena. Es en este contexto que debe ser entendido mi poema  OTRO SONETO A HELENA”, que está en mi Página Literaria .

 

_______________

 

En esta página, a seguir, puede ser encontrado el poema de Ronsard en el original y traducido para el portugués y español. También está el poema de Neruda en español y portugués. Y el poema de Yeats, que sirve de ejemplo de como está temática ha sido fecunda en la historia de la poesía.

 

POUR HÉLÈNE - PIERRE DE RONSARD

 

 

 

 

 

POUR HÉLÈNE

PIERRE DE RONSARD
(1524-1585)

 

 

Quand vous serez bien vieille, au soir à la chandelle,
Assise aupres du feu, devidant et filant,
Direz chantant mes vers, et vous esmerveillant :
Ronsard me celebroit du temps que j’estois belle.

 

Lors vous n’aurez servante oyant telle nouvelle,

Desja sous le labeur à demy sommeillant,
Qui au bruit de mon nom ne s’aille resveillant,
Benissant vostre nom, de louange immortelle.

 

Je seray sous la terre et fantôme sans os

Par les ombres myrteux je prendray mon repos;
Vous serez au fouyer une vieille accroupie,

 

Regrettant mon amour et vostre fier desdain.

Vivez, si m’en croyez, n’attendez à demain :
Cueillez dés aujourdhuy les roses de la vie.

 

Pierre de Ronsard (1524-1585)

 

 

 

Tradução para o português

 

SONETO A HELENA

PIERRE DE RONSARD

(1524-1585)

 

 

Quando fores bem velha, à noite, á luz da vela
Junto
ao fogo do lar, dobando o fio e fiando,
Dirás, ao recitar meus versos e pasmando:
Ronsard me celebrou no tempo em que fui bela.


E entre as servas então não ha de haver aquela
Que
, já sob o labor do dia dormitando,
Se o meu nome escutar não vá logo acordando
E abençoando o esplendor que o teu nome revela.


Sob a terra eu irei, fantasma silencioso,
Entre as sombras sem fim procurando repouso:
E em tua casa irás, velhinha combalida,


Chorando o meu amor e o teu cruel desdém.
Vive sem esperar pelo dia que vem;
Colhe hoje, desde já, colhe as rosas da vida.

 

(Ronsard, tradução de Guilherme de Almeida).

 

 

 

 

Traducción para el español

 

 

SONETO A ELENA

 

Cuando trémula avives el fuego que destella,
hilando y devanando cabe el hogar sentada,
al modular mis versos dirás maravillada:
--Ronsard cantó mis años, yo era joven y bella.

Velando tu fatiga, te hablará la doncella,
viendo cómo se enturbia de sueño tu mirada:
-El amó tu belleza, y en su canción alada
puso tu nombre y puso toda su gloria en ello.

Yo dormiré en el césped, fastasma vagaroso,
y los mirtos oscuros me darán reposo;
tú, blancos los cabellos, en tu sillón rendida,

Lamentarás llorando mi amor y tu desvío...
No espero a la tarde, que fuera desvarío:
Coge desde temprano las rosas de la vida.

 

 

SONETO PARA HELENA

 

Vencida por los años, en la dulce tibieza
del hogar y la luz albos copos hilando,
dirás embelesada mis versos recordando:
Ronsard cantó los días de mi feliz belleza.

Ya no habrá quién recoja de tu voz la tristeza,
ni esclava soñolienta que el percibir el blando
rumor en que me nombras, dichosa despertando
con férvida loanza bendiga tu realeza.

Mi cuerpo bajo tierra, tan sólo ya mi alma
Yagará de tus mirtos umbrosos en la calma,
mientras tú, cerca al fuego, te acoges aterida.

Y has de llorar entonces esa altivez insana...
No te niegues, escúchame, no esperes a mañana:
cíñete desde ahora las rosas de la vida.

 

(Versión de Carlos López Narváez)

 

 

 

 

 

 

EL NUEVO SONETO A HELENA -  PABLO NERUDA

 

 

 

EL NUEVO SONETO A HELENA

Pablo Neruda

1904 - 1973


Cuando estés vieja, niña (Ronsard ya te lo dijo),
te acordarás de aquellos versos que yo decía.
Tendrás los senos tristes de amamantar tus hijos,
los últimos retoños de tu vida vacía...

Yo estaré tan lejano que tus manos de cera
ararán el recuerdo de mis ruinas desnudas.
Comprenderás que puede, nevar en primavera
y que en la primavera las nieves son más crudas.


Yo estaré tan lejano que el amor y la pena
que antes vacié en tu vida como un ánfora plena
estarán condenados a morir en mis manos...

Y será tarde porque se fue mi adolescencia,
tarde porque las flores una vez dan esencia
y porque aunque me llames yo estaré tan lejano..

 

Pablo Neruda

1923

 

O NOVO SONETO PARA HELENA

Pablo Neruda

1904 - 1973

 

 

Quando estejas velha, menina (Ronsard já o disse),

te lembrarás daqueles versos que eu dizia.

Terás os seios tristes de amamentar teus filhos,

os últimos rebrotes de tua vida vazia...

 

Eu estarei tão distante que tuas mãos de cera

ararão a lembrança de minhas ruínas nuas.

Compreenderás que pode, nevar em primavera

e que na primavera as neves são mais cruas.

 

Eu estarei tão longínquo que o amor e a pena

que antes esvaziei em tua vida como um ânfora plena estarão condenados a morrer em minhas mãos...

 

E será tarde porque se foi minha adolescência,

tarde porque as flores uma vez dão essência

e porque ainda que me chames eu estarei tão distante...

 

Pablo Neruda

1923

 

 

 

 

 

 

 

WHEN YOU ARE OLD


When you are old and grey and full of sleep,
Ad nodding by the fire, take down this book,
And slowly read, and dream of the soft look
Your eyes had once, and of their shadows deep

 

How many loved your moments of glad grace,
And loved your beauty with love false or true,
But one man loved the pilgrim soul in you,
And loved the sorrows of your changing face;

 

And bending down beside the glowing bars,
Murmur, a little sadly, how Love fled
And paced upon the mountains overhead
And hid his face amid a crowd of stars.

 

William Butler Yeats

 

QUANDO FORES VELHA

 

Quando já fores velha, e grisalha, e com sono,
Pega este livro: junto ao fogo, a cabecear,
Lê com calma; e com os olhos de profundas sombras
Sonha, sonha com o teu antigo e suave olhar.

 

Muitos amaram-te horas de alegria e graça,
Com amor sincero ou falso amaram-te a beleza;
Só um, amando-te a alma peregrina em ti,
De teu rosto a mudar amou cada tristeza

E curvando-te junto à grade incandescente,
Murmura com amargura como o amor fugiu
E caminhou montanha acima, a subir sempre,
E o rosto em multidão de estrelas encobriu.

 

tradução de Péricles Eugênio da Silva Ramos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

OTRO SONETO A HELENA

Cuando llegue el tiempo de tus postreros días,
Ronsard lo dijo en verso y Neruda repitió,
leerás yermamente un cuaderno de poemas
que en otras primaveras un tal Jorge te escribió.

Tus amigas indagaran: ¿Quién te dio esas poesías
de aspecto envejecido que siempre estas leyendo?
El sol resplandecerá y entrará por la ventana
y aún las golondrinas anidaran en tu balcón.

Recordaras sonriendo nuestras cotidianas alegrías,
una infinita tersura invadirá tu corazón,
se llenaran tus ojos de un brillo perspicaz...

Y con un antiguo fuego reencendido por las venas,
y sintiendo otra vez mis besos rozándote los labios,
“un hombre que me amó” simplemente dirás.

(Jorge Luis Gutiérrez)



MAIS UM SONETO PARA HELENA

Quando chegar o tempo de teus últimos dias,
Ronsard o disse em verso e Neruda repetiu,
lerás tranqüilamente um caderno de poemas
que em outras primaveras um tal Jorge te escreveu.

Tuas amigas indagarão: Quem te deu essas poesias
de aspecto envelhecido que sempre estas lendo?
O sol resplandecerá e entrará pela janela
e ainda as andorinhas em tua sacada aninharão.

Lembrarás sorrindo nossas cotidianas alegrias,
uma infinita tesura invadirá teu coração,
se encherão teus olhos de um brilho perspicaz...

E com um velho fogo reacendido nasveias,
e sentindo outra vez meus beijos acarinhando-te os lábios,
“um homem que me amou” simplesmente dirás.

(Jorge Luis Gutiérrez)




Voltar para a Página Literária de Jorge Luis Gutiérrez




Nota explicativa sobre os poemas para Helena