SONETO PAGANO (ACOSTADA EN LA TARDE)

 

Jorge Luis Gutiérrez

 


Acostada en la tarde, ¡Ah, divina amada!,
Desvestida de todo, acogedora y humana,
Eras pura hermosura en los arroyos del destino,
creando un Edén de frutas y carícias.

Hembra sublime desnudada ante mis ojos,
Seráfica imagen de perfección profana.
En la copa de vino de las líneas de tu ombligo,
Olías a vida, llameabas delicias.

Sustancia de miel y uva, cáliz de intensidad,
Paraíso ubicado en tu templo de Eros,
Armoniosa materia de vital humedad.

Como es bueno amar tu femenina inmanencia
— Helénica belleza de cálidos senderos —
Y abrazado a tu cuerpo sentir la eternidad.

 





SONETO PAGÃO (DEITADA NA TARDE)

 

Jorge Luis Gutiérrez

 


Deitada na tarde, Oh divina amada!,
Despida de tudo, acolhedora e humana,
Eras só formosura nos torrentes do destino,
criando um Éden de frutas e carícias.

Fêmea sublime desnudada meus olhos,
Seráfica imagem de perfeição profana.
Na taça de vinho das linhas de teu umbigo,
Cheiravas a vida, flamejavas delícias.

Âmago de mel e uva, cálice de intensidade,
Paraíso achado em teu templo de Eros,
Harmoniosa matéria de vital umidade.

Como é bom amar tua feminina imanência
— Helênica beleza de cálidos senderos —
E abraçado a teu corpo sentir a eternidade.

 

 

 

 

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